quarta-feira, 10 de novembro de 2010


Desde que eu assumi o meu ateísmo, muitas pessoas começaram a me olhar com olhos diferentes. Muitas dessas pessoas são entes queridos e partes importantes da minha vida, e por isso eu relutei durante muito tempo em mostrar minhas idéias sobre a não existência de Deus. Devo enfatizar também que eu não gosto de atacar nenhuma religião, ou pessoa por seguir uma religião. Vivemos em um país laico e isso garante o direito de seguir uma religião, mudar de religião ou até mesmo de não seguir nenhuma. Cada um tem o direito de decidir o que acha melhor.
Mas o problema é que esse respeito não é recíproco. Sou atacado quase que diariamente pela posição que escolhi. E isso me entristece muito.
Pois bem. Hoje decidi escrever sobre isso e mostrar diretamente por que escolhi esse caminho.
Creio que todos os adultos não acreditem em papai Noel. Assim como também não acreditem em duendes ou fadas, simplesmente pelo fato de ninguém nunca ter visto nenhuma. Isso também sem aplica a Deuses e divindades de povos antigos como os Celtas, Maias, Astecas Gregos e Romanos. Para todo e qualquer religioso de hoje em dia, essas histórias são “mitologia”. Mas parando para analisar com mais calma, qual a diferença de níveis épicos entre elas? Um livro (bíblia)? Por que não a Torá? O Alcorão? Os sânscritos Hindús? Por que entre milhares de religiões diferentes os religiosos teimam em gritar aos quatro ventos que a sua religião é a certa?
E por tanto gritar, uma hora eles decidem fazer guerra para decidir qual é o Deus mais poderoso. A evidência está marcada com as cruzadas, os ataques ao Word Trade Center e nas atrocidades cometidas para com os Judeus na época do holocausto.
Como se isso não bastasse, outras coisas contribuíram para meu ponto de vista. Mentiras. Isso, mentiras.
Uma vez me disseram que se eu mordesse a óstia (símbolo do corpo de cristo) minha boca se encheria de sangue. Não encheu. Então, se mentiram por causa de uma bobagem dessas, no que mais poderiam mentir? Esse era um pensamento prematuro, mas poderoso.
O estudo também ajudou. Fósseis, pinturas rupestres, escavações arqueológicas, a idade do planeta me fizeram cada dia mais duvidar da “criação em 7 dias”, do Deus bondoso e do sacrifício de Jesus.No mesmo campo do estudo, notei também que todas as supostas tradições e histórias do cristianismo eram copiadas de outras culturas. Os sumérios já falavam do dilúvio muito antes da bíblia ser pensada. O renascimento de Jesus já havia sido retratado no Egito antigo, só que o personagem que supostamente ressurgia após 3 dias Seria o Deus Egípcio Hórus, bem como a suposta trindade, retratada nesse caso por Hórus e seus Pais. Esses são apenas exemplos. Não posso colocar a história inteira aqui.
Essas coisas me fizeram pensar e tomar minha decisão. Porém meu ponto de vista não é usado para tentar converter ninguém. Cada um merece ter suas próprias idéias. Ao contrário dos religiosos que teimam em nos acordar cedo aos domingos para tentar arrebanhar mais pagadores de dízimo para seus templos.
Por tanto, respeito a todos, mas exijo o mesmo respeito. Acreditar em Deus(es) não faz de você uma pessoa pior ou melhor.


Fiquem em Paz.

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