quinta-feira, 2 de setembro de 2010


"Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria ao homem como realmente é, infinito."

   Tharcio de Oliveira Freitas, 02 de Setembro de 2010.

   É engraçado como as vezes nos sentimos grande filósofos e pensadores quando simplesmente nos permitimos pensar sem limites.Quando embalados por uma música ou pelo silêncio, começamos a raciocinar, sobretudo sobre uma coisa que nos rodeia.Coisas que passam desapercebidas pelos nossos sentidos.Tudo isso por que estamos acostumados a vê-las e já não nos permitimos admirar sua beleza e a complexidade.

   Em um desses dias comecei a pensar sobre nosso mundo.Nossa rua, nosso bairro.Nossa escola.Os lugares onde freqüentamos e as coisas pelas quais passamos.Assim, comecei a tentar entender por que um beijo de minha morena(Kalline) é tão gostoso e como é bom estar embaixo do sol em um dia ligeiramente frio.Parei para pensar sobre por que achamos bonito o por-do-sol, o reflexo na água e o perfume das flores.

   Assim como também pensei em como interpretamos isso.Como isso é captado por nossas mentes cansadas do dia-a-dia.Já pararam para perceber só nos damos conta da beleza da nossa rua quando estamos preocupados com alguma coisa?Sentados em nossas calçadas, e nos perguntando aonde a vida irá nos levar.Falando dessa maneira, parece que o universo conspira para que as atenções se voltem para ele.Mas eu acredito que é uma maneira das nossas próprias mentes e nosso subconsciente nos voltar para aquilo que é mais belo na vida.

   Mas, o que é considerado belo?O que é bonito e o que não é.O que pode ser prazeroso aos nossos sentidos se nos não chegamos ao um consenso?Por que as coisas ainda se permitem tantas interpretações diferentes para o mesmo objeto ou acontecimento.

   Como disse um amigo meu, "Estamos presos.Fortemente atados a nossa percepção do universo.".Será que   o "belo" não é como nos percebemos e não como realmente é?Será que não somos capazes de reconhecer a real maravilha do que é nosso mundo, nossos cheiros e nossos sons?Será que estamos realmente presos aquilo que conseguimos interpretar no nosso meio?Assim como podemos estar vivendo em uma "Matrix", podemos estar presos as nossas idéias pequenas.As nossas errôneas interpretações e aos nossos julgamentos preconceituosos.

    "A mente que se abre a uma nova idéia nunca retornará ao seu tamanho original." Albert Einstein.





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